Imagina que experimentas uma peça de ouro branco. Habituas-te à sua pureza, à sua cor que transmite paz, e ao melhor, há sua simplicidade. Passado pouco tempo, não vives sem o ouro branco.
Estás tão habituada aquele teu colar pousado no teu pescoço, que é como uma parte do teu corpo.
Tu amas o teu colar de ouro branco.
Mas um dia, perdi o colar. O meu colar de ouro branco. Foi como se tivesse nua, no meio de toda a gente. E agora?
Experimenta cobre. Experimenta diamantes. Experimenta estanho.
Nada serve. Não gosto da cor do cobre, diamantes dá-me ar de convencida e estanho.. é estanho.
Um dia apareceu o ouro amarelo, o mais comum. Pensei que ia ocupar o lugar o ouro branco.
E na realidade ocupou. Tirando a pequena diferença da cor, haviam muitas semelhanças entre os dois ouros, que me dava uma sensação de protecção.
Mas o ouro amarelo tem um problema. Não é ouro branco.
Quando alguém está extremamente habituada a alguma coisa, pode experimentar melhor, pode experimentar pior, que vai querer durante muito, mas muito tempo, a mesma coisa.
Mas não posso ter ouro branco de novo. Não vou aguentar outra perda do meu colar, do meu ouro branco.
Acho que está na hora de deixar o meu pescoço livre.
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