segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

13(♥)

Imagina que experimentas uma peça de ouro branco. Habituas-te à sua pureza, à sua cor que transmite paz, e ao melhor, há sua simplicidade. Passado pouco tempo, não vives sem o ouro branco.
Estás tão habituada aquele teu colar pousado no teu pescoço, que é como uma parte do teu corpo.
Tu amas o teu colar de ouro branco.

Mas um dia, perdi o colar. O meu colar de ouro branco. Foi como se tivesse nua, no meio de toda a gente. E agora?

Experimenta cobre. Experimenta diamantes. Experimenta estanho.
Nada serve. Não gosto da cor do cobre, diamantes dá-me ar de convencida e estanho.. é estanho.
Um dia apareceu o ouro amarelo, o mais comum. Pensei que ia ocupar o lugar o ouro branco.
E na realidade ocupou. Tirando a pequena diferença da cor, haviam muitas semelhanças entre os dois ouros, que me dava uma sensação de protecção.

Mas o ouro amarelo tem um problema. Não é ouro branco.
Quando alguém está extremamente habituada a alguma coisa, pode experimentar melhor, pode experimentar pior, que vai querer durante muito, mas muito tempo, a mesma coisa.

Mas não posso ter ouro branco de novo. Não vou aguentar outra perda do meu colar, do meu ouro branco.

Acho que está na hora de deixar o meu pescoço livre.

domingo, 12 de dezembro de 2010

12(♥)

Estamos a uma semana do final das aulas,mas não é por isso que vamos deixar de ter trabalhos para fazer. Tive de ler um livro para a apresentação de português, e mal o professor disse, passo a citar: "este periodo é EXCEPÇÃO, podem ler um livro à vossa escolha", a minha primeira reacção foi obter um livro da minha adorada torey hayden o mais depressa possivel (como se não houvesse milhões de livros ou assim). tive de arranjar um dos mais pequenos dela, com 288 pags, o que me deixou realmente triste pois sabia que ia acabar rapidamente e que ia ansiar por mais. O livro escolhido foi "A luz de um novo dia", e digo com todas as certezas que foi o meu livro preferido. Fiquei a torcer o livro inteiro pela Venus, mas o que me incomodava bastante era a Wanda. Foi das histórias mais complicadas que eu conheço, o que estas duas raparigas tiveram que passar, a sua história, e os segredos desvendados naquela familia, e o seu final. Obvio que não estou a desprezar os outros alunos, a Alice faz-me lembrar alguém, O Billy mostrou-nos uma das partes mais importantes do livro, que nem tudo é o que parece e como somos humanos a julgar as outras pessoas, principalmente crianças.

Dei por mim a chorar não a meio, nao no fim, mas sim no epílogo, quando a Wanna morreu aos 30 anos. Sei que, para quem está a ler isto, não está a perceber nada do que eu estou a dizer, portanto digo: espero que a torey hayden nunca pare de de escrever, que eu vou ler os seus livros um a um, e depois ficar triste por ter terminado o livro, e não perceber porque raio é que não continua, é a unica vez que desejava que o ano escolar durasse mais para os teus livros serem um bocadinhoooo maiores.

"De súbito, parecia haver uma possibilidade. Venus sabia falar. Venus reagia. Agora só faltava encontrar uma forma de a atrair para fora de si, fazendo-a desejar comunicar connosco. Mas qual seria?"